Afinal, quando surgiu a impressão 3D?

Sobre as primeiras impressões realizadas por Maquina 3D

Em homenagem ao primeiro post do nosso Blog, trazemos um tema pouco discutido entre os amantes da impressão 3D. Na última década esta tecnologia foi difundida além da indústria, chegando na casa de pessoas comuns e embora muitos achem que é uma invenção atual, a impressão 3D tem quase 40 anos de surgimento!

1981-1999: A infância da fabricação aditiva

Em 1981, Hideo Kodama, do Instituto Municipal de Pesquisa Industrial de Nagoya, publicou sua ideia de um sistema funcional de prototipagem rápida usando fotopolímeros. Um modelo sólido e impresso que seria construído em camadas, cada uma correspondendo a uma fatia transversal no modelo. Exatamente o conceito da impressão 3D que temos hoje.

Três anos depois, em 1984, Charles Hull fez história na impressão 3D inventando a estereolitografia. A estereolitografia permite que os designers criem modelos 3D usando dados digitais, que podem ser usados ​​para criar um objeto. E a matéria prima utilizada era exatamento o fotopolímero.

Ao disparar raio laser UV em um tanque de fotopolímero líquido, a parte exposta à luz se transformará instantaneamente em um pedaço sólido de plástico, moldado na forma do seu modelo de modelo 3D. A partir dessa nova tecnologia, qualquer inventor podia teoricamente prototipar e testar seus projetos sem ter que fazer um enorme investimento inicial na fabricação.

Primeiras peças impressas por 3D
Modelo 3D de Bill Clinton tocando saxofone em 1992

Em 1992, Bill Clinton tocou sax no The Arsenio Hall Show – e a 3D Systems (empresa de Charles Hull) criou a primeira impressora de estereolitografia (SLA) do mundo, que tornou possível fabricar peças complexas, camada por camada, em uma fração do tempo que normalmente levaria. No mesmo ano, a startup DTM produziu a primeira máquina de sinterização seletiva a laser (SLS) do mundo – que dispara um laser em pó em vez de líquido.

Essas tecnologias estavam em um arcaico início e não eram perfeitas. Havia diversos problemas de distorção no material à medida que endurecia e as máquinas eram extremamente caras para os inventores domésticos, mas seu potencial era inegável. Décadas depois, o histórico da impressão 3D mostrou que esse potencial ainda está se desenvolvendo.

1999–2010: Maior aprimoramento da Impressão 3D

É dificil de acreditar, mas em 1999 o primeiro órgão impresso em uma Maquina 3D foi implantado em humanos. Cientistas do Instituto Wake Forest de Medicina Regenerativa imprimiram uma estrutura de bexiga humana e depois os revestiram com as células de pacientes humanos. O tecido recém-gerado foi então implantado nos pacientes, com pouca ou nenhuma chance de que seus sistemas imunológicos os rejeitassem, pois eram feitos de suas próprias células.

Medicamente falando, essa foi uma grande década na história da impressão 3D. Em apenas 10 anos, cientistas de diferentes instituições e startups fabricaram um rim funcional em miniatura, construíram a prótese de um perna com componentes complexos que foram impressos dentro da mesma estrutura e imprimiram os primeiros vasos sanguíneos usando apenas células humanas.

Essa também foi a década em que a impressão 3D aderiu ao movimento “open-source”. Em 2005, o Projeto RepRap de Adrian Bowyer lançou uma iniciativa de código-fonte aberto para criar uma impressora 3D que pudesse se auto-construir – ou pelo menos imprimir a maioria de suas próprias peças. Lançada em 2008, Darwin, foi a primeira impressora auto-replicante capaz de fazer exatamente isso. De repente, pessoas de todos os lugares tinham o poder de criar qualquer coisa que pudessem imaginar por conta própria.

Primeira Impressora 3D do Projeto RepRap
Primeira impressora “Open-Source” do projeto RepRap.

Em meados da década de 2000, a democratização da manufatura havia capturado a imaginação do público, assim como a ideia de personalização em massa. A primeira máquina SLS tornou-se comercialmente viável em 2006, o que abriu as portas para a fabricação sob demanda de peças industriais. A startup de impressão 3D Objet construiu uma impressora que podia imprimir com vários materiais, o que permitia que uma única peça fosse fabricada em diferentes versões, com diferentes propriedades de material.

As inovações extremamente criativas da década foram concluídas com o lançamento de serviços de co-criação colaborativa, como o Shapeways, um mercado de impressão 3D onde os designers podem obter feedback de consumidores e outros designers e fabricar seus produtos de maneira acessível. No final da década o MakerBot entrou em cena, fornecendo kits DIY (faça-você-mesmo) de código aberto para os fabricantes construírem suas próprias impressoras e produtos 3D.

2011 – Presente: Impressão 3D em seu auge

Hoje, olhando para trás apenas nos últimos anos, é difícil não sentir que os seres humanos estão vivendo no futuro. A impressão feita por Máquina 3D começa a ser barateada a ponto de consumidores comuns terem em suas casas um equipamento desses.

A pergunta mais importante é: Quão importante a impressão 3D ainda tem para se tornar no cotidiano das pessoas? E quais novas utilidades ela ainda tem para oferecer?

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